Do primeiro “olá” à venda
O cliente não compra “um site”. Compra mais marcações, mais mesas cheias ou mais pedidos de orçamento. Cada mensagem fala disso, nunca de tecnologia.
- Dia 0PrepararVer a ficha no Google Maps e as redes sociais. Tirar 1 detalhe concreto: nota, prato, serviço, bairro.
- Dia 01.ª mensagem por WhatsAppCurta, personalizada, com uma pergunta fácil de responder (“posso enviar-lhe uma imagem?”). Estado: Contactado.
- Dia 2Follow-up 1Lembrete leve. Sem pressão.
- Dia 5ChamadaSe tem telefone fixo ou não respondeu, ligar entre as 10h–12h ou 15h–17h (nunca à hora de almoço em restaurantes).
- Dia 10Última mensagemFechar a porta com simpatia. Sem resposta → Sem resposta (voltar a tentar daqui a 3 meses).
- Quando respondeDescoberta3–4 perguntas para perceber o que lhes faz falta. Estado: Interessado.
- 24h depoisDemo + propostaEnviar imagem/demo do site com o nome e fotos deles e a proposta com 2 opções. Estado: Proposta enviada.
- Dia +3FechoTratar objeções, dar um prazo real, pedir 50% para começar. Estado: Ganho.
Antes de contactar
A técnica que mais converte é mostrar em vez de explicar. Para as leads com prioridade Alta, faz um rascunho rápido da página inicial antes do primeiro contacto, com o nome, 3 fotos do Google Maps e as melhores avaliações. Uma imagem do telemóvel com “o vosso site” vale mais do que 10 argumentos.
- Começa pelas leads com score ≥ 75 e com WhatsApp.
- Máximo de 15–20 primeiras mensagens por dia. Mais do que isso e o WhatsApp pode marcar o teu número como spam.
- Usa um número dedicado ao negócio, com foto e descrição profissional no WhatsApp Business.
- Diz sempre quem és, como encontraste o contacto e que podem pedir para não voltar a ser contactados (RGPD).
1.ª mensagem
Na ficha de cada lead, no CRM, estas mensagens já aparecem com o nome da empresa, a nota no Google e o argumento da área. Aqui fica a estrutura:
Porque funciona: elogio verdadeiro e verificável, mostra que fizeste trabalho de casa, e pede só um “sim” pequeno.
Follow-ups
Dia 2
Dia 10 (última)
Chamada
Perguntas de descoberta
- Como é que os clientes novos vos encontram hoje?
- Recebem muitas chamadas só a perguntar preços, horário ou morada?
- Se tivessem mais [marcações / mesas / pedidos], conseguiam dar resposta?
- Já pensaram em ter site? O que vos travou?
Ouve mais do que falas. A resposta à última pergunta é a objeção que vais ter de tratar.
Fecho da chamada: “Posso enviar-lhe por WhatsApp uma imagem de como ficaria? Assim vê com calma.”
Argumentos por área
| Área | O que lhes dói | O que o site resolve |
|---|---|---|
| Restaurantes | Turistas escolhem pelo Google e pelo menu antes de sair do hotel; reservas por telefone em hora de ponta | Menu com fotos e preços (PT/EN), reservas online, horário, link do Google Maps. Menos comissão a plataformas de reserva. |
| Cabeleireiros, estética, barbearias | Mensagens a pedir preços e horários a toda a hora; buracos na agenda | Tabela de preços, galeria de trabalhos, marcação 24h. A agenda enche-se fora do horário. |
| Canalizadores, eletricistas, construção | Quem tem urgência pesquisa “canalizador Lisboa” e liga ao primeiro com site | Aparecer no Google, botão “Ligar agora” e pedido de orçamento com foto do problema. Transmite confiança (NIF, alvará, trabalhos feitos). |
| Oficinas | Desconfiança com preços; clientes vão às marcas | Serviços e preços de referência, marcação de revisão, avaliações em destaque, marcas com que trabalham. |
Objeções
Já temos Facebook / Instagram.
“Ótimo, isso ajuda muito. As redes sociais falam com quem já vos segue. O site é para quem ainda não vos conhece e pesquisa no Google. O site liga ao vosso Instagram, um puxa pelo outro.”
É caro / agora não há dinheiro.
“Percebo. Faço em 2 pagamentos: metade para começar e metade quando estiver online. Se o site trouxer 1 cliente novo por mês, paga-se em poucas semanas.”
Não preciso, já tenho clientes que cheguem.
“Ainda bem! Então o site serve para trabalharem menos ao telefone: preços, horário e marcações ficam lá. E com mais procura podem escolher os melhores trabalhos.”
Não tenho tempo para isso.
“Por isso é que trato de tudo eu. Só preciso de 15 minutos seus para fotos e textos. Até posso usar as fotos e avaliações que já estão no Google.”
Vou pensar.
“Claro. O que precisava de ver para decidir? … Consigo manter este preço até sexta-feira.” Depois marca no CRM o próximo contacto para sexta.
Já tivemos site e não serviu para nada.
“Isso acontece muito quando o site não está ligado ao Google Maps nem preparado para telemóvel. Eu faço as duas coisas, e mostro-lhe as visitas ao fim de 1 mês.”
Quem é você? Como arranjou o meu número?
“Estava no vosso perfil público do Google Maps. Sou o/a [nome], trabalho por conta própria com fatura. Se não quiser que volte a contactar, não há problema.” Se pedirem, marca Não contactar.
Proposta e preços
Envia sempre 2 opções, nunca 1 (com 1 a decisão é “sim ou não”; com 2 passa a ser “qual”). Os valores abaixo são uma sugestão para o mercado de Lisboa; ajusta aos teus.
| Pacote | Inclui | Sugestão |
|---|---|---|
| Essencial | 1 página: apresentação, serviços/menu, fotos, avaliações, mapa, WhatsApp. Pronto em 7 dias. | 350–450 € |
| Profissional | Até 5 páginas, marcações/reservas ou pedido de orçamento, PT+EN, otimização Google Maps. | 650–900 € |
| Manutenção | Domínio, alojamento, alterações pequenas, relatório mensal de visitas. | 15–30 €/mês |
Fecho
- Pergunta de fecho: “Qual das duas opções prefere?”, nunca “Então, quer?”.
- Prazo real: “Tenho vaga para começar na segunda-feira.”
- Facilita: envia o IBAN/MB Way e uma lista curta do que precisas (logótipo, 5 fotos, horário, preços).
- Depois de pago: marca Ganho e pede uma recomendação: “Conhece mais algum negócio aqui perto que precise?”
Estados do CRM
| Estado | Quando usar |
|---|